Jorge em Pauta

Painel do Leitor

Folha de S. Paulo
Terça-feira, 02 de fevereiro de 2010

"Parabenizo o jornalista Antônio Gois pela excelente reportagem no caderno Mais! sobre a realidade das escolas públicas brasileiras. Sensível, lúcida, completa, nos faz refletir e nos convoca ao debate por uma educação melhor."

JORGE WERTHEIN, ex-representante da Unesco no Brasil (São Paulo, SP)

 

Desafio da inclusão digital passa pela educação

Folha de S. Paulo
Sábado, 12 de dezembro de 2009
por Jorge Werthein


Os dados do IBGE sobre acesso à internet e posse de telefone móvel para uso pessoal confirmam: a inclusão digital ainda é um desafio sob vários aspectos no Brasil.

O primeiro, obviamente, diz respeito à ampliação do acesso.

Esse, felizmente, parece estar a caminho da superação, pois aumenta significativamente o número de usuários de internet e aparelhos celulares no país.

Outro, semelhante, mas não idêntico, refere-se à universalização do acesso. Segmentos populacionais específicos, como pessoas idosas, menos escolarizadas ou ambas, ainda figuram como minoria entre os usuários. E permanece o contraste acentuado entre regiões: o Norte, por exemplo, detém percentual de usuários da internet de apenas 27,5%, enquanto o Sudeste conta com 40,3%.

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Acidente com arma mata adolescente

Correio do Povo/PR
Quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uma tragédia envolvendo adolescentes e arma de fogo chocou Laranjeiras do Sul nesta terça-feira (24). Eliel da Silva, de 13 anos, morreu após um amigo de 16 anos disparar acidentalmente uma espingarda calibre 40.

O acidente aconteceu por volta das 12h40 na casa de um dos adolescentes, na Avenida Álvaro Natel de Camargo, bairro Água Verde. Eles se preparavam para ir para a escola quando, segundo o depoimento do adolescente à Polícia, ele pensou que a arma estava descarregada e foi mostrar para o colega, que era seu vizinho. O tiro acertou a cabeça de Eliel, que já chegou sem vida ao Hospital São José.

A mãe do garoto, Terezinha Belém dos Santos, disse que havia gente mexendo no carro da família na noite anterior, por isso o marido carregou a espingarda, que acabou esquecendo com cartucho dentro. A arma era do pai, Amadir dos Santos. O adolescente foi ouvido e liberado. O caso será encaminhado para o Juizado da Infância.

Terezinha Belém dos Santos lamentou a fatalidade. Eles eram grandes amigos e só andam juntos. Iam todo dia para a escola juntos , disse. Os vizinhos também ficaram chocados com o fato. Tanto um quanto o outro eram bem responsáveis.

As mães trabalhavam fora, mas eles faziam todo o serviço da casa e só depois iam brincar , contou Marcos Antonio.

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Os caminhos da leitura (3)

Magazine/PA
Segunda-feira, 16 de novembro de 2009


'Leitura e cidadania têm tudo a ver. É um binômio correto, objetivo, que anuncia a estreita relação entre uma ação de governo e sua consequência na vida dos nacionais. Ao tempo da colônia, o governante proibia a leitura e a difusão do conhecimento. O propósito era não formar cidadãos, privilégio admitido apenas aos membros da elite. O País democrático, que abre espaço para que os contrários convivam em paz dentro do mesmo espaço político, precisa oferecer mais e mais oportunidades a todos para aprender, conhecer, ler e, por intermédio desse caminho, se transformar em cidadãos de fato e de direito'. A afirmativa de Jorge Werthein, doutor em Educação e mestre em Comunicações pela Universidade de Stanford, em seu artigo 'Leitura e cidadania', incluso em 'Retratos da leitura no Brasil' (Instituto Pró-Livro, Imprensa Oficial-SP, 2008) está escudada em números e é um alerta para os governantes nesse ano pré-eleitoral em que as propostas salvacionistas começam a aparecer: só teremos um país sonhado por Monteiro Lobato, pleno de leitores, portanto, se as esferas federal, estadual e municipal se unirem em prol da difusão da leitura.

O escritor Moacyr Scliar, autor de 80 obras em diferentes gêneros e que esteve sábado na XIII Feira Pan-Amazônica do Livro, participando do 'Encontro Literário' e autografando livros para os admiradores paraenses observa sobre esta 'confraria' de leitores o seguinte em seu texto 'O valor simbólico da leitura': 'Há um aspecto que reforça o simbolismo da leitura. É o fato de que leitores, mesmo distantes no tempo e no espaço, formam uma família, uma verdadeira irmandade. Hoje a leitura é uma coisa pessoal, feita em silêncio, mas a gente esquece que nem sempre foi assim. Nos mosteiros medievais, por exemplo, um monge lia para os outros, ainda que esses outros soubessem ler. No século 19, o pai ou a mãe lia para a família reunida que, igualmente, podia ler. Mas é que o texto proporciona um vínculo emocional, inclusive com o autor não por outra razão Baudelaire considera o leitor 'mon semblable, mon frère', meus semelhante, meu irmão. E o escritor precisa ser lido, o que explica o patético apelo da poeta Edna St. Vincent Milay: Ready me, dot not let me die, leia-me, não me deixe morrer. Há vida, no texto, a vida que o autor, sobretudo o poeta ou o ficcionista ali depositou.

 

Música e ciência juntos

Jornal de Brasília/DF
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
por Fernando Lucas


Alunos das escolas públicas do Distrito Federal não têm mais desculpa para não gostar das aulas de Ciências. Em comemoração ao Dia Mundial da Ciência, o Instituto Sangari promove, desde ontem, no Senac da Asa Sul, atividades ligadas à ciência em Brasília, que incluem palestras, concursos de textos e desenhos e oficinas científicas.

Vários workshops também foram oferecidos, com cursos gratuitos de Introdução à computação, Corel Draw, AutoCAD, entre outros. As aulas são pela internet e, ao final de cada uma, o aluno participa de uma avaliação.

A maior atração do dia foi a apresentação do rapper Japão, que, além do nome, nada tem de oriental. Idealizador do Projeto Rap com Ciência foi ele o responsável por juntar a música com uma matéria escolar que muitas crianças não gostam. "O que é impressionante é que nós pretendíamos lançar um CD com 15 crianças, uma de cada escola do Projeto, mas a procura foi tanta que tivemos de escolher 77 alunos em mais de 500 inscritos. A molecada adorou", disse Japão. Ele não só conseguiu despertar o interesse das crianças pela ciência, como também conseguiu abranger três escolas da zona rural do DF. "Nós lançaremos em dezembro um CD com 15 faixas feitas pela criançada e uma minha. Serão 10 mil exemplares distribuídos gratuitamente", anunciou.

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