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	<title>Jorge WertheinJorge Werthein | Jorge Werthein</title>
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	<description>Jorge Werthein - Artigos em Português, English &#38; Español.</description>
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		<title>Educação do futuro e futuro da educação</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 11:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[ Correio Braziliense &#8211; 14/01/12 Escolas em diversos países, entre eles o Brasil, se adaptam aos novos tempos e, por novos tempos, entenda-se, em muitos casos, a adoção de novas tecnologias na educação. Computadores e programas aparecem como alternativas inovadoras aos tradicionais quadros-negros e livros impressos. Notebooks, tablets, lousas eletrônicas, associados a vídeos, jogos interativos, podcasts seduzem gestores, educadores, estudantes. No ensino a distância, os novos recursos parecem ainda mais promissores. A educação do futuro bate à porta das escolas e, com ela, indagações sobre o futuro da educação. Afinal, como se sabe, educar em consonância com a atualidade não se limita a oferecer, em sala de aula, o que há de mais moderno em tecnologia da informação e da comunicação. É o caso, portanto, de discutir o que esperar dessa tecnologia. Ela, de fato, beneficia o processo de ensino e aprendizagem? Como? Quanto? O debate está em curso há anos, mas permanece inconclusivo. Enquanto isso, mundo afora, hardware e software diversos disputam a atenção (e os recursos financeiros) de instituições educacionais do nível fundamental ao superior. Como em todo debate, há prós e contras em cena. Entre os benefícios, pode-se destacar, por exemplo, a economia dos cursos on-line. Eles exigem menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #993300;"> Correio Braziliense &#8211; 14/01/12</span></strong></p>
<p>Escolas em diversos países, entre eles o Brasil, se adaptam aos novos tempos e, por novos tempos, entenda-se, em muitos casos, a adoção de novas tecnologias na educação.</p>
<p>Computadores e programas aparecem como alternativas inovadoras aos tradicionais quadros-negros e livros impressos. Notebooks, tablets, lousas eletrônicas, associados a vídeos, jogos interativos, podcasts seduzem gestores, educadores, estudantes. No ensino a distância, os novos recursos parecem ainda mais promissores. A educação do futuro bate à porta das escolas e, com ela, indagações sobre o futuro da educação.</p>
<p>Afinal, como se sabe, educar em consonância com a atualidade não se limita a oferecer, em sala de aula, o que há de mais moderno em tecnologia da informação e da comunicação.</p>
<p>É o caso, portanto, de discutir o que esperar dessa tecnologia. Ela, de fato, beneficia o processo de ensino e aprendizagem? Como? Quanto? O debate está em curso há anos, mas permanece inconclusivo. Enquanto isso, mundo afora, hardware e software diversos disputam a atenção (e os recursos financeiros) de instituições educacionais do nível fundamental ao superior.</p>
<p>Como em todo debate, há prós e contras em cena. Entre os benefícios, pode-se destacar, por exemplo, a economia dos cursos on-line. Eles exigem menos mão de obra (especialmente em médio e longo prazo), dispensam locomoção e vários procedimentos logísticos, dispõem de recursos audiovisuais mais sofisticados, ampliam opções de cursos (ainda que alguns ainda não possam abdicar de aulas presenciais) sem que, para isso, sejam necessários elevados recursos financeiros. Basta imaginar os custos de construção e manutenção de um prédio e tem-se uma ideia da economia que representam aulas virtuais.</p>
<p>Essa incrementada educação a distância também parece ser a alternativa natural para milhões de potenciais alunos que não dispõem de tempo, recursos financeiros e preparo suficiente para disputar vaga nas instituições de ensino superior. Mas esses e outros benefícios não bastam para aplacar a desconfiança em relação a possíveis riscos da formação virtual, seja ela total ou parcialmente presencial. Nessa tecla, têm batido educadores de todo o mundo, que ainda têm dúvidas sobre a eficiência de máquinas para educar pessoas.</p>
<p>As dúvidas procedem. Entre os diversos estudos existentes sobre o tema, há um recém-divulgado pelo Centro Nacional de Política Educacional, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, segundo o qual 27% das escolas virtuais estadunidenses obtiveram &#8220;progresso anual adequado&#8221;, o padrão federal que mede os avanços educacionais no país. Quase 52% das escolas particulares tradicionais alcançaram esse padrão, porcentagem comparável à de todas as escolas públicas norte-americanas.</p>
<p>Por outro lado, parece evidente a atração dos recursos tecnológicos sobre crianças e jovens. Nesse aspecto, não se pode negar a relevância desses recursos. Para alguns professores, a ampliação de opções de material pedagógico também é bem-vinda. O desafio está em identificar os possíveis limites para a utilização de alta tecnologia na educação e o conteúdo mais apropriado para a formação escolar nesse contexto. Até que ponto computadores podem substituir professores? Quem e o que deve abastecer essas novas &#8220;máquinas educativas&#8221;?</p>
<p>A resposta a questões como essas não está apenas na economia. Está na educação, antes de tudo. A tecnologia pode ser poderosa aliada da educação desde que promova a transmissão de conteúdo de elevada qualidade e não substitua por completo a interação humana. De que valem sofisticados gadgets conectados a uma rede mundial inundada de informação se não houver pessoas que, por trás e diante deles, selecionem habilmente o que pode ser útil para uma formação de alto nível e promovam o debate sobre tudo o que se vê, ouve e lê?</p>
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		<title>A violência nas escolas</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 16:51:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Globo &#8211; 01/12/2011 O Congresso Nacional tem diversos projetos de lei que tratam do combate às violências nas escolas, em geral, e ao bullying, em particular. Um deles prevê a adoção de política nacional de enfrentamento desse tipo de violência. Outro, o enquadramento do bullying como crime, a ser punido com prisão. O Senado já aprovou determinação que obriga os estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, a combater o bullying e garantir ambiente escolar seguro. A determinação deverá integrar a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A alteração está em análise na Câmara dos Deputados. O Rio de Janeiro não quis esperar. Saiu na frente. No último dia 23 de novembro, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou a lei sobre o programa de prevenção e conscientização do assédio moral e violência nas escolas, de autoria do deputado Chiquinho da Mangueira. O programa prevê ações multidisciplinares, com atividades didáticas para conscientização, orientação e prevenção das agressões, e tem metas a cumprir, entre elas a prevenção e combate da prática do bullying nas escolas e o auxílio a vítimas e agressores. O projeto teve o cuidado de incluir também o cyberbullying, ou seja, o assédio via internet. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span style="color: #993300;"><strong>O Globo &#8211; 01/12/2011</strong></span></p>
<p>O Congresso Nacional tem diversos projetos de lei que tratam do combate às violências nas escolas, em geral, e ao bullying, em particular. Um deles prevê a adoção de política nacional de enfrentamento desse tipo de violência. Outro, o enquadramento do bullying como crime, a ser punido com prisão. O Senado já aprovou determinação que obriga os estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, a combater o bullying e garantir ambiente escolar seguro. A determinação deverá integrar a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A alteração está em análise na Câmara dos Deputados. O Rio de Janeiro não quis esperar. Saiu na frente.</p>
<p>No último dia 23 de novembro, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou a lei sobre o programa de prevenção e conscientização do assédio moral e violência nas escolas, de autoria do deputado Chiquinho da Mangueira. O programa prevê ações multidisciplinares, com atividades didáticas para conscientização, orientação e prevenção das agressões, e tem metas a cumprir, entre elas a prevenção e combate da prática do bullying nas escolas e o auxílio a vítimas e agressores. O projeto teve o cuidado de incluir também o cyberbullying, ou seja, o assédio via internet.</p>
<p>Nos Estados Unidos, embora quase todas as unidades da federação tenham suas próprias leis de combate ao bullying, no momento, o Legislativo Federal estuda adotar legislação que proteja os estudantes dessa e de outras formas de violência escolar. Além de ter alcance nacional, a medida também conferiria, explicitamente, mais proteção a estudantes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. O suicídio de crianças homossexuais ou supostamente homossexuais seria uma das principais justificativas para a adoção de uma lei nacional.</p>
<p>No Reino Unido, uma pesquisa avaliará a efetividade de práticas antibullying nas escolas e apresentará recomendações de ação. O relatório irá além das habituais práticas de êxito em escolas, que levam à prevenção do bullying em geral. Incluirá estudos de caso de escolas que têm enfrentado e prevenido tipos particulares de bullying. Terá especial foco em episódios baseados em homofobia e em deficiência física.</p>
<p>Como se nota, o problema das violências nas escolas e do bullying transcende fronteiras geográficas e culturais. Tem preocupado autoridades de vários países. A cada nova tragédia em uma escola, retoma-se o debate sobre o tema. Ninguém parece indiferente ao problema. Há farto material acadêmico e jornalístico para justificar a adoção de medidas urgentes de combate não somente ao bullying, mas também a todas as outras violências que afetam o ambiente escolar.</p>
<p>Relator da proposta de combate ao bullying como parte da LDB, o senador Aloysio Nunes sugere providências nas escolas, tais como capacitação técnica e pedagógica dos profissionais de educação; interação entre educadores e pais de alunos; articulação entre gestores educacionais e os encarregados da segurança da cidade e do bairro, assim como a conscientização das crianças, adolescentes e jovens sobre as consequências do bullying. Trata-se, realmente, de ações indispensáveis para que se efetive a lei.</p>
<p>No Brasil, onde crianças e jovens também têm demonstrado em pesquisas que podem ser tanto discriminadores quanto alvos de discriminação, há motivos para se crer que o projeto de lei, hoje na Câmara, receba votos favoráveis da maioria dos deputados. E quanto antes isso ocorrer, melhor. A exemplo do Rio.</p>
<p><strong>JORGE WERTHEIN é vice-presidente do grupo Sangari e foi representante da Unesco no Brasil.</strong></p>
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		<title>Una cuestión de método</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 11:11:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[La Nacion &#8211; 21/11/2011 Quien visite a menudo los quioscos de diarios en cualquier parte de Brasil habrá observado la frecuencia con que los periódicos traen notas de tapa sobre la presencia de las nuevas tecnologías en la educación de niños y jóvenes. La mayoría retrata el impacto real o virtual de las herramientas contemporáneas dentro y fuera de las aulas. El tema está a la orden del día y atraerá aun más atención ahora, con el lanzamiento del Plan Nacional de Banda Ancha, que facilitará el acceso a Internet al mayor número de brasileños. La cobertura de este tema por parte de la prensa representa una preocupación saludable respecto de uno de los aspectos más relevantes de la educación: la situación de la enseñanza y del aprendizaje en tiempos de conectividad mundial. Algo similar sucede en la Argentina, Uruguay, Chile y Perú, donde las políticas de conectividad se entroncan con las políticas educativas. Hoy parece una verdad regional que conectar es también incluir y transformar la educación. Por detrás de esta cuestión se esconde otra: la de la metodología. Independientemente de las tecnologías en boga, ante la nueva realidad cabe debatir, además de &#8220;con lo que se enseña y [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong><span style="color: #993300;">La Nacion &#8211; 21/11/2011</span></strong></p>
<p>Quien visite a menudo los quioscos de diarios en cualquier parte de Brasil habrá observado la frecuencia con que los periódicos traen notas de tapa sobre la presencia de las nuevas tecnologías en la educación de niños y jóvenes. La mayoría retrata el impacto real o virtual de las herramientas contemporáneas dentro y fuera de las aulas. El tema está a la orden del día y atraerá aun más atención ahora, con el lanzamiento del Plan Nacional de Banda Ancha, que facilitará el acceso a Internet al mayor número de brasileños. La cobertura de este tema por parte de la prensa representa una preocupación saludable respecto de uno de los aspectos más relevantes de la educación: la situación de la enseñanza y del aprendizaje en tiempos de conectividad mundial.</p>
<p>Algo similar sucede en la Argentina, Uruguay, Chile y Perú, donde las políticas de conectividad se entroncan con las políticas educativas. Hoy parece una verdad regional que conectar es también incluir y transformar la educación.</p>
<p>Por detrás de esta cuestión se esconde otra: la de la metodología. Independientemente de las tecnologías en boga, ante la nueva realidad cabe debatir, además de &#8220;con lo que se enseña y se aprende&#8221;, también con &#8220;cómo se enseña y se aprende&#8221;. Si las actuales tecnologías de comunicación y de la información, las TIC, son de por sí piezas relevantes en el actual proceso de enseñanza y aprendizaje, a la vez representan un desafío a ese mismo proceso. Al final, como se sabe, según sean utilizadas, podrán ser poderosas aliadas o vacilantes competidoras en la educación formal.</p>
<p>Aquí es donde entra la metodología de enseñanza y aprendizaje. El método, vale recordar, tiene relación directa con la calidad de la educación. Es el método el que hace la diferencia, tanto en un ambiente altamente tecnológico como en uno más tradicional. Se trata, a fin de cuentas, de trabajar con las mentes de niños y jóvenes en un mundo donde hay contrastes, disparidades. Para ese mundo desigual, pero en el cual la ciencia y la tecnología van ganando terreno, el método debe estar comprometido con el razonamiento lógico, la capacidad de pensar por sí mismo, la curiosidad científica, la investigación, el descubrimiento, la innovación.</p>
<p>El niño y el joven que manipulan hábilmente una computadora y la vasta red mundial necesitan un ambiente escolar igualmente estimulante. El niño y el joven que todavía no están familiarizados con teclados y monitores necesitan, aun más, de ese ambiente escolar instigador que los capacite para actuar en una sociedad altamente informatizada y un mercado de trabajo sediento de innovación. Para unos y otros, la metodología más adecuada está comprometida con el presente y en vistas al futuro.</p>
<p>Si los tiempos del pizarrón y la tiza resisten en numerosas partes del globo, en otras tantas regiones, especialmente las que más se desarrollan, van quedando atrás. La interactividad, aún banal en la TV o en Internet, llega atrasada (pero llega) a las aulas. La muletilla &#8220;yo hablo y ustedes oyen&#8221; cae en desuso y va dando lugar a indagaciones como &#8220;¿qué descubrimos aquí y ahora juntos?&#8221;.</p>
<p>Análisis como el Programa Internacional de Evaluación de Alumnos (Pisa), de la Organización para la Cooperación y Desarrollo Económico (OCDE), demuestran que los estudiantes de los países más desarrollados económicamente ya poseen habilidades equivalentes en la lectura en libro impreso y en la pantalla de una computadora. Lo que ellos leen, en uno y otro formato, es sin embargo lo que hace toda la diferencia. Debatir las ideas presentes, ya sea en una novela, ya sea en un blog, es tarea para docentes hábiles. Asistir a un film de ciencia ficción en HD o en 3D, cruzar galaxias en un videogame o visitar un planetario son apenas buenos pretextos para dialogar sobre astronomía, y la calidad de ese diálogo depende de la calificación de los docentes y del material didáctico disponible día tras día.</p>
<p>Transformar el mundo en una aldea virtualmente global trae numerosas ventajas. Pero aprovecharlas en términos pedagógicos es un desafío que, en gran parte, se encuentra en la misma metodología de enseñanza. En principio, ésta debe anteceder a la máquina. La mente del estudiante debe estar preparada para lidiar con la enorme cantidad de información disponible, tanto en forma de texto, de imagen o de sonido. Filtrarla, por ejemplo, es un paso fundamental, que depende principalmente de la escuela. Aprender a aprender, en fin, está en el núcleo mismo del proceso educativo. Sólo una metodología avanzada y docentes altamente capacitados podrán garantizarles a los estudiantes el aprovechamiento adecuado de las TIC y de todo lo que implica el contacto con éstas.</p>
<p>En la educación del presente enfocada en el futuro, la afirmación cede espacio a la indagación, la cual va en busca de soluciones que muevan el mundo y lo hagan mejor. Los niños siempre supieron eso. Parece que sólo faltaba que los adultos les prestasen oídos.</p>
<p><strong>El autor es doctor en Educación por la Universidad Stanford y es presidente de Sangari Argentina </strong></p>
</div>
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		<title>Las TIC y la transformación de la escuela</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 17:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Infobae &#8211; 09/11/2011 La integración de las TIC (Tecnologías de la Información y la Comunicación) a la educación y la consiguiente transformación del aula son un hecho de escala global. El último WISE Summit, que se realizó en Doha, Qatar, en la primera semana de noviembre y del cual tuve el privilegio de participar, reunió a líderes y educadores de todo el planeta que mostraron, compartieron y discutieron sobre los mejores proyectos para aprender y enseñar con nuevas tecnologías. Representantes de los centros universitarios dedicados a la innovación de China, Corea e India, líderes de proyectos de desarrollo educativo del África, investigadores de Europa, Estados Unidos y América Latina, empresarios dedicados al desarrollo de tecnologías, líderes sociales de ONGs, periodistas y maestros y directores de Brasil, Palestina, Marruecos, entre otros países, dedicaron la semana a conversar acerca de cómo será el futuro inmediato de la escuela. En efecto, llegan a la escuela con la promesa de un cambio radical. En los países de nuestra región, todos los gobiernos han diseñado programas y políticas de equipamiento, acceso y formación docente de gran escala. Juan Carlos Tedesco, ex ministro de Educación de Argentina y destacada voz regional en materia de política educativa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993300;"><strong>Infobae &#8211; 09/11/2011</strong></span></p>
<p>La integración de las TIC (Tecnologías de la Información y la Comunicación) a la educación y la consiguiente transformación del aula son un hecho de escala global. El último <strong><em>WISE Summit</em></strong>, que se realizó en <strong>Doha, Qatar</strong>, en la primera semana de noviembre y del cual tuve el privilegio de participar, reunió a líderes y educadores de todo el planeta que mostraron, compartieron y discutieron sobre los mejores proyectos para aprender y enseñar con nuevas tecnologías.</p>
<p>Representantes de los centros universitarios dedicados a la innovación de China, Corea e India, líderes de proyectos de desarrollo educativo del África, investigadores de Europa, Estados Unidos y América Latina, empresarios dedicados al desarrollo de tecnologías, líderes sociales de ONGs, periodistas y maestros y directores de Brasil, Palestina, Marruecos, entre otros países, dedicaron la semana a conversar acerca de cómo será el futuro inmediato de la escuela.</p>
<p>En efecto, llegan a la escuela con la promesa de un cambio radical. En los países de nuestra región, todos los gobiernos han diseñado programas y políticas de equipamiento, acceso y formación docente de gran escala. Juan Carlos Tedesco, ex ministro de Educación de Argentina y destacada voz regional en materia de política educativa, sostiene hace ya rato que alfabetización en estos tiempos también quiere decir alfabetización científica y digital.</p>
<p>Lo irreversible del proceso es motivo de celebración y ha dado un nuevo impulso para que la escuela vuelva con fuerza a ocupar el lugar clave que siempre tuvo para pensar e implementar políticas de desarrollo. Hasta aquí, <strong>el vaso medio lleno. Escuelas conectadas y el deseo de poner a la escuela a tono con la cultura contemporánea. </strong></p>
<p>Si miramos <strong>el vaso medio vacío</strong>, sin embargo, veremos que falta un largo camino por recorrer. Este año, la discusión política y académica ha pasado casi integralmente por pensar diseños posibles para el aula conectada. Existe una vastísima producción de información sobre modos y propuestas pero la dinámica de lo que pasa con los alumnos, los docentes y la escuela en las aulas que implementan modelos de enseñanza de un alumno por computadora (conocidos como modelos 1 a 1) es una tarea pendiente.</p>
<p>Si acaso fuera cierto que Internet propicia modos de conocimiento más superfluos, ¿cómo puede la escuela generar formas de relación con las TIC que sean desafiantes, que despierten las ganas de saber, que mejoren los aprendizajes?</p>
<p>Las lecciones del WISE Summit coinciden con las conclusiones de todos los especialistas: la escuela puede lograrlo con docentes formados y entusiasmados, con formas de evaluar que miren otros aspectos del proceso de aprendizaje, y, sobre todo, con la reafirmación de que sigue siendo <strong>la escuela el lugar donde puede empezar un cambio colectivo que construya un futuro mejor para todos.</strong></p>
<p><em><strong>Jorge Werthein</strong> es doctor en educación por la Universidad de Stanford, presidente de Sangari Argentina y ex director de UNESCO Brasil</em></p>
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		<title>¿Y si Silicon Valley fuese como Hollywood?</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 13:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Infobae América &#8211; 12/10/2011 El mundo lamenta la muerte de Steve Jobs, el genial co-fundador de Apple. El mundo también recuerda la vida de Jobs y sus increíbles logros. Los medios de comunicación, al mismo tiempo que dan la triste noticia, le prestan tributo al inventor del Ipod, el Iphone y el Ipad. La manzana, nombre y símbolo de la empresa que Jobs ayudó a fundar y volver a levantar, de repente se transformó en soporte para demostraciones de admiración y afecto. Es raro ver que un ejecutivo reciba homenajes póstumos semejantes a los de una estrella pop. Él los merece. Steve Jobs se ha vuelto símbolo de creatividad e innovación. Se lo considera un genio de la tecnología. Hay quienes afirman, sin temor, que no tiene sustitutos. Tal vez sea una exageración. De cualquier forma, no se puede negar que hay pocos como Jobs en el mundo. California, donde él vivía, alberga a miles de pop stars. Es indudable que no hay miles de inventores geniales como Jobs. Por más populares que sean las computadoras, la ciencia y la tecnología que están detrás de ellos, los inventores no cuentan con la misma popularidad, lo que es una pena. ¿Cómo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993300;"><strong>Infobae América &#8211; 12/10/2011</strong></span></p>
<p>El mundo lamenta la muerte de Steve Jobs, el genial co-fundador de Apple. El mundo también recuerda la vida de Jobs y sus increíbles logros. Los medios de comunicación, al mismo tiempo que dan la triste noticia, le prestan tributo al inventor del Ipod, el Iphone y el Ipad. La manzana, nombre y símbolo de la empresa que Jobs ayudó a fundar y volver a levantar, de repente se transformó en soporte para demostraciones de admiración y afecto. <strong>Es raro ver que un ejecutivo reciba homenajes póstumos semejantes a los de una estrella pop</strong>. Él los merece.</p>
<p>Steve Jobs se ha vuelto símbolo de creatividad e innovación. Se lo considera un genio de la tecnología. Hay quienes afirman, sin temor, que no tiene sustitutos. Tal vez sea una exageración. De cualquier forma, no se puede negar que hay pocos como Jobs en el mundo. California, donde él vivía, alberga a miles de <em>pop stars</em>. Es indudable que <strong>no hay miles de inventores geniales como Jobs</strong>. Por más populares que sean las computadoras, la ciencia y la tecnología que están detrás de ellos, los inventores no cuentan con la misma popularidad, lo que es una pena.</p>
<p>¿Cómo sería el planeta con tantos Steve Jobs como estrellas de cine? <strong>¿Cómo sería si el Silicon Valley tuviese una visibilidad equivalente a la de Hollywood?</strong> Es evidente que no queremos decir nada aquí contra el negocio del entretenimiento, contra el <em>showbizz</em>. Al contrario, la tecnología contribuye con el crecimiento de ese sector que, a su vez, ayuda a popularizar la tecnología. El hecho indiscutible es que sería una ganancia para el mundo que más mentes creativas tuvieran la posibilidad de inventar, crear, innovar en las ciencias y en la tecnología, si hubiera más puertas abiertas para esas mentes desde la infancia.</p>
<p>Es evidente que no alcanza con que haya incentivos para que nazcan genios, pero, sin embargo, los incentivos, vengan de donde vengan, permiten <strong>que posibles genios no se frustren temprano</strong> y se den por vencidos sin siquiera llegar a ser vistos como personas especiales, capaces de encontrar soluciones simples para problemas aparentemente difíciles. No todos los niños y jóvenes brillantes tienen el ímpetu individual necesario para afirmarse en el mundo de la ciencia, de la tecnología, de los negocios. De la familia al Estado, con énfasis en la escuela, es necesario que haya estímulo a la creatividad, al razonamiento lógico, a la indagación, a la inventividad desde los primeros años de vida.  Nadie parece estar en desacuerdo con eso, pero sigue habiendo ambientes educativos en los que ese estímulo se limita al juego y no siempre se combina la dimensión lúdica con la dimensión pedagógica (menos aún suele tornarse lúdico lo pedagógico, cosa que cambiaría para mejor una vida entera).</p>
<p>La biografía de Steve Jobs ayuda a entender un poco la mente de un creador y ejecutivo genial. Hay muy poco previsible y obvio en su carrera, como en el resto de la mayoría de los creadores geniales que, además de serlo, pertenecen al mundo de los negocios. Para ellos, no basta con investigar. El mercado les exige una dosis extra de creatividad. Al mismo tiempo que los limita -después de todo, es necesario vender-, el mercado los impulsa a encontrar, en relativamente poco tiempo, soluciones simples y simpáticas para la mayoría, esto es, para el consumidor mundial. Ese ha sido el gran desafío de los emprendedores contemporáneos.</p>
<p>Caben, para terminar, algunas preguntas: ¿Dónde estarán los futuros Steve Jobs? Si hay otros, ¿cómo permitir que salgan a la luz y puedan legar al mundo ideas y productos útiles, simples, prácticos, lindos y financieramente viables?  ¿Podrían estar en<strong> América Latina</strong>, por ejemplo? <strong>¿Por qué los grandes íconos de la ciencia y de la tecnología viven, casi siempre,</strong> salvo honrosas excepciones, <strong>en el hemisferio norte?</strong> Son preguntas que la muerte del &#8220;genio de la manzana&#8221; vuelve, una vez más, muy oportunas.</p>
<p><em><strong>Jorge Werthein</strong> es Doctor en Educación por la Universidad de Stanford. Es presidente de Sangari Argentina y fue Director de UNESCO Brasil</em></p>
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		<title>A lição das melhores</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 13:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Correio Braziliense &#8211; 08/10/2011 A cada divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a imprensa destaca as escolas que se saíram melhor. Isso acaba de ocorrer de novo com a publicação dos resultados do Enem 2010. São os casos, por exemplo, do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, primeiro lugar geral e entre as particulares, e do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni-UFV), em Minas Gerais, primeiro lugar entre as públicas. O que eles têm em comum salta à vista: a busca pela excelência por meio do investimento generoso em formação e remuneração de professores, infraestrutura e ambiente acolhedor. No caso do São Bento, esse investimento começa no ensino fundamental, considerado responsável pelo ótimo desempenho dos níveis posteriores. Pode-se argumentar que essas escolas atendem a uma elite econômica ou intelectual. No entanto, o rendimento delas e de outras escolas semelhantes não depende exclusivamente da situação financeira, do capital cultural dos pais e do preparo prévio de seus alunos. Sustenta-se ao longo de anos graças a rigoroso acompanhamento pedagógico, como atesta o diretor do Coluni-UFV, segundo o qual há casos de estudantes que se saem bem na prova de seleção à escola, mas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #993300;">Correio Braziliense &#8211; 08/10/2011</span></strong></p>
<p>A cada divulgação dos resultados do Exame Nacional do <strong>Ensino Médio</strong> (<strong>Enem</strong>), a imprensa destaca as escolas que se saíram melhor. Isso acaba de ocorrer de novo com a publicação dos resultados do <strong>Enem</strong> 2010. São os casos, por exemplo, do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, primeiro lugar geral e entre as particulares, e do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni-UFV), em Minas Gerais, primeiro lugar entre as públicas. O que eles têm em comum salta à vista: a busca pela excelência por meio do investimento generoso em formação e remuneração de professores, infraestrutura e ambiente acolhedor. No caso do São Bento, esse investimento começa no ensino fundamental, considerado responsável pelo ótimo desempenho dos níveis posteriores.</p>
<p>Pode-se argumentar que essas escolas atendem a uma elite econômica ou intelectual. No entanto, o rendimento delas e de outras escolas semelhantes não depende exclusivamente da situação financeira, do capital cultural dos pais e do preparo prévio de seus alunos. Sustenta-se ao longo de anos graças a rigoroso acompanhamento pedagógico, como atesta o diretor do Coluni-UFV, segundo o qual há casos de estudantes que se saem bem na prova de seleção à escola, mas que não mantêm o rendimento durante o curso e vice-versa. Para os que tiram notas baixas, o colégio oferece orientação especial.</p>
<p>Os depoimentos dos estudantes atestam o orgulho de frequentarem &#8211; ou de terem frequentado &#8211; uma instituição de ensino que, por um lado, exige disciplina e, por outro, oferece condições excelentes de aprendizado. Professores com pós-graduação e salários compatíveis com a função, aulas em período integral, material didático adequado, atenção especial a estudantes com problemas em casa, na escola ou em ambos são exemplos de iniciativas que trazem resultados positivos. Não há mágica. Não há nem mesmo novidade. São elementos indispensáveis a uma <strong>educação de qualidade</strong> seja onde for.</p>
<p>Com o Enem, mais que avaliar o desempenho dos estudantes, o governo avalia também as próprias escolas. Nas palavras do ministro da Educação, <strong>Fernando Haddad</strong>, o exame é um instrumento que auxilia a organização racional do currículo e orienta o trabalho dos professores na sala de aula. Como a grande maioria das escolas de ensino médio são de responsabilidade dos estados, a avaliação pode ser igualmente útil para a formulação de políticas educacionais em nível estadual e, por tabela, também municipal, uma vez que o desempenho no ensino médio depende, em larga medida, da base que se obteve (ou não) no ensino fundamental.</p>
<p>A visão de conjunto e de continuidade é imprescindível quando se trata de educação. Essa visão parece estar mais presente nas escolas particulares, maioria entre as mais bem classificadas no Enem 2010 e nos anteriores. Elas adotam estratégias e métodos que, uma vez provados eficientes, permanecem e aprimoram-se com o tempo. As mais bem-sucedidas demonstram estar afinadas com o próprio Enem, no sentido de que esse exame tem exigido dos estudantes algo diferente do tradicional vestibular ao buscar estimular mais o raciocínio lógico e uma visão abrangente do conhecimento. O próprio MEC, ao reformular o Enem, declarou a intenção de induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.</p>
<p>As <strong>escolas públicas</strong> de êxito, por sua vez, provam que é possível, sob determinadas circunstâncias, superar adversidades. Há um espaço de ação que é da instituição de ensino e não depende unicamente de decisões político-administrativas do Poder Executivo local. Gestores educacionais comprometidos com a excelência costumam obter resultados acima da média dentro de um mesmo município, como o provam as escolas mais bem classificadas no Enem 2010.</p>
<p>A ação conjunta do poder público e da sociedade é o caminho mais curto para uma educação de qualidade para todos desde o nível fundamental. Políticas públicas eficientes de um lado e comprometimento por parte das escolas (gestores, professores, estudantes, funcionários, familiares de alunos) de outro podem garantir não apenas maior número de notas elevadas em exames nacionais, como o Enem, mas também êxito na educação do país como um todo.</p>
<p><strong>JORGE WERTHEIN, </strong>Doutor em educação pela Universidade Stanford (EUA), foi representante da Unesco no Brasil e vice-presidente da <strong>Sangari</strong></p>
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		<title>Ciências e oportunidade de inclusão social</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 13:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Estado do Maranhão &#8211; 26/09/2011 A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela, em documento recente, que estudantes em desvantagem do ponto de vista socioeconômico podem destacar-se nos estudos quando expostos a maior carga horária de educação em ciências. A publicação &#8220;Against the Odds &#8211; Disadvantaged Students who Succeed in School&#8221; (algo como &#8220;Contrariando as Probabilidades &#8211; Estudantes em Desvantagem que têm Êxito na Escola&#8221;) fundamenta-se na análise do desempenho dos jovens submetidos ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Segundo a OCDE, uma hora a mais de aulas regulares de ciências aumenta a probabilidade de um estudante ser resiliente, ou seja, superar obstáculos e ter bom desempenho. &#8220;Dadas as mesmas circunstâncias, políticas voltadas para esse objetivo [mais educação científica aos carentes] favorecerão a equidade nos resultados educacionais e impulsionarão a média do desempenho&#8221;, diz o documento. Com o estudo, a OCDE demonstra que as ciências podem ser mais um fator de inclusão social. Resultado de reunião do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), realizada em Genebra em julho deste ano, a Declaração Ministerial &#8220;Implementando os Compromissos e Metas Acordados sobre Educação&#8221; compromete-se a: &#8220;Fortalecer as oportunidades para estudantes aproveitarem e contribuírem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993300;"><strong>O Estado do Maranhão &#8211; 26/09/2011</strong></span></p>
<p>A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela, em documento recente, que estudantes em desvantagem do ponto de vista socioeconômico podem destacar-se nos estudos quando expostos a maior carga horária de educação em ciências. A publicação &#8220;Against the Odds &#8211; Disadvantaged Students who Succeed in School&#8221; (algo como &#8220;Contrariando as Probabilidades &#8211; Estudantes em Desvantagem que têm Êxito na Escola&#8221;) fundamenta-se na análise do desempenho dos jovens submetidos ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).</p>
<p>Segundo a OCDE, uma hora a mais de aulas regulares de ciências aumenta a probabilidade de um estudante ser resiliente, ou seja, superar obstáculos e ter bom desempenho. &#8220;Dadas as mesmas circunstâncias, políticas voltadas para esse objetivo [mais educação científica aos carentes] favorecerão a equidade nos resultados educacionais e impulsionarão a média do desempenho&#8221;, diz o documento. Com o estudo, a OCDE demonstra que as ciências podem ser mais um fator de inclusão social.</p>
<p>Resultado de reunião do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), realizada em Genebra em julho deste ano, a Declaração Ministerial &#8220;Implementando os Compromissos e Metas Acordados sobre Educação&#8221; compromete-se a: &#8220;Fortalecer as oportunidades para estudantes aproveitarem e contribuírem para a inovação científica e tecnológica e desenvolver estratégias para ampliar a participação de meninas e mulheres na educação científica e tecnológica.&#8221; Trata-se, simultaneamente, de mais um compromisso e alerta para todos os países, especialmente os menos desenvolvidos e em desenvolvimento, sobre a relevância do papel da educação com foco nas ciências e na tecnologia.</p>
<p>Além de estimular o espírito investigativo, o raciocínio lógico e o pensamento científico, úteis a qualquer domínio do saber e da vida, o aprendizado de ciências abre portas para um mercado de trabalho extremamente promissor. Como se sabe, em uma sociedade altamente informatizada e mediatizada, ser e sentir-se cidadão integrado depende, em grande parte, do domínio de códigos científico-tecnológicos, seja para ingressar e manter-se no mercado de trabalho, seja para administrar a vida pessoal. Portanto, a formação precária em ciências e tecnologia &#8211; ou, em casos extremos, a ausência dessa formação &#8211; implica dois níveis de exclusão social: um mais visível, que envolve dificuldades de inserção e ascensão no mundo laboral, e outro mais sutil, relacionado à capacidade de tomar decisões individuais conscientes, assim como de participar de importantes processos decisórios coletivos.</p>
<p>Quando a OCDE expressa a relevância de se ampliar a dedicação dos estudantes à educação científica como forma de torná-los mais resilientes, e o ECOSOC promove encontro ministerial no qual autoridades comprometem-se a elevar a qualidade da educação, especialmente a científico-tecnológica, torna-se ainda mais evidente a relação entre ciências e inclusão social. Trata-se de visão ao mesmo tempo resultante e promotora da sociedade do conhecimento. É uma espécie de círculo virtuoso no qual o saber exige cada vez mais saber &#8211; desde que todos possam dele participar, ou não seria um círculo virtuoso.</p>
<p><strong>Jorge Werthein -</strong><strong><em>Doutor em Educação pela Universidade Stanford (EUA), foi representante da Unesco no Brasil, e é vice-presidente da Sangari e do Instituto Sangari</em></strong></p>
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		<title>Entrevista Jorge Werthein a Silvia Bacher</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 13:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa de rádio Rayuela, da emissora argentina America 1190, entrevistou o vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, no último dia 10 de setembro. A entrevistadora, jornalista Silvia Bacher, conversou com Werthein por aproximadamente 1 hora, durante a qual indagou ao sociólogo e doutor em Educação sobre sua experiência como representante da Unesco no Brasil, os projetos que desenvolveu no país, e principalmente sua visão sobre o ensino de ciências. Werthein discorreu sobre a importância de uma política de Estado para a Educação e do investimento no ensino de Ciências, especialmente nas escolas públicas da América Latina em geral e de países como Brasil e Argentina em especial. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa de rádio Rayuela, da emissora argentina America 1190, entrevistou o vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, no último dia 10 de setembro. A entrevistadora, jornalista Silvia Bacher, conversou com Werthein por aproximadamente 1 hora, durante a qual indagou ao sociólogo e doutor em Educação sobre sua experiência como representante da Unesco no Brasil, os projetos que desenvolveu no país, e principalmente sua visão sobre o ensino de ciências. Werthein discorreu sobre a importância de uma política de Estado para a Educação e do investimento no ensino de Ciências, especialmente nas escolas públicas da América Latina em geral e de países como Brasil e Argentina em especial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/O5d3hyO_S2Q" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
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		<title>Enseñar ciencias amplía la inclusión social</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 13:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Clarín &#8211; 30/08/2011    La Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) presentó recientemente el documento “Against the Odds – Disadvantaged Students who succeed in School” (“Contra las probabilidades – Estudiantes en desventaja que tienen éxito en la escuela”). Basándose en el análisis de desempeño de los jóvenes evaluados por el Programa Internacional de Evaluación de Estudiantes (Pisa), la organización revela que estudiantes que están es desventaja desde el punto de vista socioeconómico pueden destacarse en los estudios cuando están expuestos a mayor carga horaria de educación en ciencias. Según la OCDE, una hora más de clases regulares de ciencias aumenta la probabilidad de que un estudiante sea resistente , esto es, de que supere los obstáculos y tenga un buen desempeño. “Bajo las mismas circunstancias, políticas con ese objetivo (más educación científica para los necesitados) favorecerán la equidad en los resultados educativos e impulsarán el promedio del desempeño”, señala el documento. Con el estudio, la OCDE demuestra que las ciencias pueden ser un factor más de inclusión social. En ese contexto, cabe recordar que para educar bien a niños y niñas es indispensable invertir tiempo y recursos humanos y materiales en la formación de profesores , apoyándolos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993300;"><strong>Clarín &#8211; 30/08/2011</strong></span></p>
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<p>   La Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) presentó recientemente el documento “Against the Odds – Disadvantaged Students who succeed in School” (“Contra las probabilidades – Estudiantes en desventaja que tienen éxito en la escuela”). Basándose en el análisis de desempeño de los jóvenes evaluados por el Programa Internacional de Evaluación de Estudiantes (Pisa), la organización revela que <strong>estudiantes que están es desventaja desde el punto de vista socioeconómico pueden destacarse en los estudios cuando están expuestos a mayor carga horaria de educación en ciencias.</strong></p>
<p>Según la OCDE, <strong>una hora más de clases regulares de ciencias aumenta la probabilidad de que un estudiante sea resistente</strong> , esto es, de que supere los obstáculos y tenga un buen desempeño. “Bajo las mismas circunstancias, políticas con ese objetivo (más educación científica para los necesitados) favorecerán la equidad en los resultados educativos e impulsarán el promedio del desempeño”, señala el documento. Con el estudio, la OCDE demuestra que <strong>las ciencias pueden ser un factor más de inclusión social.</strong></p>
<p>En ese contexto, cabe recordar que para educar bien a niños y niñas es indispensable <strong>invertir tiempo y recursos humanos y materiales en la formación de profesores</strong> , apoyándolos en el proceso de mejora tanto de la didáctica como del contenido de las disciplinas científicas. Los profesores son los que tienen el poder de transmitir el desafío de la ciencia a sus alumnos.</p>
<p>Además de estimular el espíritu de investigación, el razonamiento lógico y el pensamiento científico, útiles para cualquier dominio del saber, <strong>el aprendizaje de ciencias abre puertas a un mercado de trabajo extremadamente promisorio</strong> . Decenas de carreras – viejas y nuevas – pertenecen al área de las ciencias, la mayoría de ellas tienen fuerte demanda de profesionales calificados, en especial en los países em desarrollo.</p>
<p>Como se sabe, en una sociedad altamente informatizada y mediatizada, <strong>ser y sentirse ciudadano integrado depende, en gran medida, del dominio de códigos científico-tecnológicos</strong> , así sea para ingresar y mantenerse en el mercado de trabajo, como para administrar la vida personal. La interpretación misma de los hechos demanda ese tipo de conocimiento.</p>
<p>Por lo tanto, la formación precaria en ciencias y tecnología – o, en casos extremos, la ausencia de esa formación- <strong>implica dos niveles de exclusión social</strong> : uno más visible, que incluye dificultades de inserción y ascenso en el mundo laboral; y otro, más sutil, relacionado con la capacidad de tomar decisiones individuales y concientes, así como de participar en importantes procesos colectivos decisivos.</p>
<p>Por lo tanto, cuando la OCDE expresa <strong>la relevancia de ampliar la dedicación de los estudiantes a la educación científica como forma de estimularlos y volverlos más resistentes</strong> , es aún más evidente la relación entre la educación, la ciencia y la inclusión social. Se trata de una visión que al mismo tiempo es resultado y promotora de la sociedad del conocimiento. Es una especie de círculo virtuoso en el que el saber exige cada vez más saber, siempre que todos puedan participar, ya que si no no sería un círculo virtuoso.</p>
<p>Jorge Werthen es Doctor en Educación por la Universidad de Stanford y presidente de Sangari Argentina</p>
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		<title>¿Y si la ciencia apasionara tanto como el fútbol?</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 12:52:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Werthein</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Infobae &#8211; 26/08/2011 Países como la Argentina y Brasil, que conozco muy bien, están siempre atentos a los partidos de sus respectivos seleccionados nacionales de fútbol. Son millones de &#8216;técnicos&#8217;, que elogian o critican a los convocados. Y están siempre los fans, especialmente de los cracks del momento, como Messi y Neymar. Al fin y al cabo, esos muchachos cargan en sus pies mucho más que talento con la pelota. Encarnan la expectativa de victoria de millones de jóvenes, que sueñan con obtener, como ellos, éxito, prestigio, respeto, admiración, dinero. Curiosamente, el frenesí en torno al fútbol y a sus cánones no se repite en áreas como las ciencias y la tecnología, para quedarnos en dos ejemplos. ¿Por qué? &#160; En primer lugar, se puede observar que el fútbol, especialmente en la Argentina y en Brasil, a diferencia de las ciencias, entra en la vida de los niños -y eventualmente de algunas niñas también- espontáneamente, como esparcimiento. Este deporte es un juego. Sólo con el paso del tiempo comienza a tomárselo en serio. Los que demuestran un talento mayor suelen recibir un incentivo y pueden incluso ingresar a un club infantil, en el que reciben entrenamiento profesional. Muchas veces, los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993300;"><strong>Infobae &#8211; 26/08/2011</strong></span></p>
<p>Países como la <strong>Argentina</strong><strong> y Brasil</strong>, que conozco muy bien, están siempre atentos a los partidos de sus respectivos seleccionados nacionales de fútbol. Son <strong>millones de &#8216;técnicos&#8217;,</strong> que elogian o critican a los convocados. Y están siempre los fans, especialmente de los <em>cracks</em> del momento, como <strong>Messi y Neymar</strong>. Al fin y al cabo, esos muchachos cargan en sus pies mucho más que talento con la pelota. Encarnan la expectativa de victoria de millones de jóvenes, que sueñan con obtener, como ellos, éxito, prestigio, respeto, admiración, dinero. Curiosamente, <strong>el frenesí en torno al fútbol y a sus cánones no se repite en áreas como las ciencias y la tecnología</strong>, para quedarnos en dos ejemplos. ¿Por qué?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>En primer lugar, se puede observar que <strong>el fútbol</strong>, especialmente en la Argentina y en Brasil, <strong>a diferencia de las ciencias, entra en la vida de los niños</strong> -y eventualmente de algunas niñas también- espontáneamente, <strong>como esparcimiento</strong>. Este deporte es un juego. Sólo con el paso del tiempo comienza a tomárselo en serio. Los que demuestran un talento mayor suelen recibir un incentivo y pueden incluso ingresar a un club infantil, en el que reciben entrenamiento profesional. Muchas veces, los hijos tienen el apoyo de los padres para seguir una carrera en el deporte. En las familias de bajos ingresos, al menos, puede tratarse de una salida honrosa, una perspectiva de vida próspera para los chicos. Parece haber consenso en algunos países sobre la importancia de invertir en los deportes y, sobre todo, en la carrera de los talentos infantiles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mientras tanto, dentro de las aulas, chicos y chicas enfrentan mañanas o tardes de sol, o días de frío intenso, para escuchar a docentes que explican fórmulas, describen fenómenos naturales, siempre llenos de <strong>términos científicos complicados, difíciles de memorizar</strong>. Pocos realmente comprenden la razón de todo eso, la aplicabilidad de esas leyes, principios, postulados. Vuelven a sus casas cansados, desmotivados, y sus padres rara vez recuerdan esos contenidos para ayudarlos en las tareas. La situación puede ser aún peor: docentes legos en ciencias dan cursos improvisados, inevitablemente limitados, a veces desestimulantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No resulta extraño, por lo tanto, que miles de adolescentes argentinos y brasileños presenten <strong>un desempeño mediocre en exámenes nacionales e internacionales, como el PISA.</strong> Salieron de una escuela primaria que no los estimuló lo suficiente y no tomó en cuenta los desafíos de la contemporaneidad en términos de ciencia, tecnología e innovación. Se acostumbraron a las clases burocráticas, centradas en el pizarrón y la tiza, que contrastan tanto, por ejemplo, con la excitación de una cancha de fútbol. Más allá de la <strong>metodología obsoleta</strong>, se han topado con la ausencia o con la presencia sólo esporádica de <strong>ídolos en esas áreas</strong> en los que puedan sentirse reflejados. Los que existen <strong>no recibieron el mismo tratamiento mediático</strong> de las celebridades del deporte o del <em>show bizz</em>, cosa que, en sí, también es sintomática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Los resultados de la menor importancia otorgada a la enseñanza en general, y a la enseñanza de ciencias y materias afines en particular, quedan más a la vista a mediano o largo plazo. Esto es: <strong>las consecuencias de la inversión insuficiente del pasado se ven en el presente</strong>. El cuadro general de países como la <strong>Argentina</strong><strong> y Brasil</strong> es el de naciones en desarrollo, que están cosechando las inversiones que ya realizaron en ciencias, tecnología e innovación, pero que todavía poseen un largo camino por delante. Se trata, en definitiva, de promover un crecimiento durable y eso involucra educación de calidad para todos a lo largo de toda la vida. Preferentemente, una educación renovada, compatible con los desafíos de la contemporaneidad, como la <strong>formación de capital humano en ciencia y tecnología</strong>. Sin una inversión sólida en esa área, que incluya un estímulo para los más jóvenes, esos países corren el riesgo de figurar entre las grandes promesas del siglo XXI, avanzar unos pasos más e interrumpir <strong>una trayectoria que podría ser brillante.</strong></p>
<p><strong>Jorge Werthein es Doctor en Educación por la Universidad de Stanford. Es presidente de Sangari Argentina y fue Director de UNESCO Brasil</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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